quarta-feira, outubro 16

Câncer: estudo confirma relação com agrotóxico mais usado

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Um estudo confirma relação de agrotóxico mais usado no mundo com câncer. A notícia é recente, mas não há muitas surpresas quanto ao fato em si.

Cuidado com o câncer, o glifosato é substância agrotóxica mais utilizada no mundo todo e também é a que se mostra extremamente polêmica. Ele foi desenvolvido e disseminado pela Monsanto e, atualmente, se encontra em cerca de 90% dos cultivos de soja e outros produtos agrícolas.

Há bastante tempo vem sendo sustentada a suspeita de que existe uma relação significativa entre o glifosato, o câncer e a destruição de abelhas.

Este, que é um dos princípios ativos do RoundUp vem sendo analisado, juntamente com mais outros cem produtos, desde 2015. A IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer) liberou, no mesmo ano, um relatório que o classificava como “causa provável de carcinoma humano”.

Existem alguns casos de doenças cancerígenas que indicam uma maior associação à exposição prolongada do glifosato. Entre essas doenças estão as que atingem o sistema circulatório, bem como o linfoma não-Hodgkin.

O estudo confirma relação de agrotóxico mais usado no mundo com câncer e ainda conclui que a exposição causa danos irreversíveis aos cromossomos e ao DNA das células. Isso em contar com o efeito genotóxico, hormonal e enzimático nos mamíferos.

Após a divulgação do relatório, o glifosato passou a ter a venda e o uso restringido em vários países nos quatro cantos do mundo. Além disso, os processos judiciais começaram a aumentar gradativa e consideravelmente.

Estudo confirma relação de agrotóxico mais usado no mundo com câncer, mas o fabricante nega
O fabricante do agrotóxico se defende dizendo que não existe embasamento científico legítimo nas pesquisas. Não existem claras demonstrações de associações definitivas entre os vários tipos de câncer e o glifosato. Essa defesa baseia-se no parecer da EPA (Agência de Proteção Ambiental) que reputa a improbabilidade do glifosato causar a doença.

Tal argumento, no entanto, vem caindo por terra nas últimas semanas. Uma  análise de cunho científico amplo acabou por decretar uma conclusão. Indivíduos com altas exposições ao pesticida correm 41% a mais de risco de desenvolverem o linfoma não-Hodgkin.

Mas o rebate segue. A empresa alega que os estudiosos não apresentam evidências válidas cientificamente que possam contradizer as ultimações do corpo científico. Para eles, isso demonstra que tais herbicidas produzidos com base no glifosato não podem ser taxados como cancerígenos.

O estudo confirma relação de agrotóxico mais usado no mundo com câncer, mas você acredita nisso? Relate o seu posicionamento quanto ao assunto nos comentários.

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Imagem em destaque: Foto/Reprodução internet

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